Sortudo Avaiano realiza sonho

Postado por: André Palma Ribeiro

Rogério Junkes acompanhou a delegação em BH, ao ganhar rifa em apoio ao Avaí F-7 no Mundial Foto: Divulgação / Avaí FC

O Avaí viajou a Belo Horizonte, para o compromisso diante do Cruzeiro, na quarta-feira (15), empate em 2 x 2, com um integrante diferente na delegação. Rogério Junkes, 68 anos, este manezinho de São Pedro de Alcântara, muito conhecido na Ilha, que foi sorteado na rifa realizada pelo Avaí F-7, para angariar recursos para a disputa do Campeonato Mundial de Clubes, de 7 a 10 de dezembro próximo, no Ginásio do Tarumã, em Curitiba.

O Avaí está no grupo “C” ao lado de Fenix, do Uruguai, Colinas FC, do Equador e Racing, da Argentina, que é o atual campeão da Liga das Américas e time muito forte. Neste fim de semana, domingo (19), 11h10min, a equipe joga pela semifinal do Municipal, diante do Triunfo. Se passar, faz a decisão da competição. Toda a preparação para o Mundial segue dentro do cronograma, diz o técnico Israel Wamosi, com muita esperança de uma grande participação.

Sobre o convidado sorteado da delegação, foi um show. Rogério teve acesso a tudo, jantou e almoçou com os atletas, visitou o Mineirão. Uma experiência única para qualquer apaixonado pelo clube e torceu bastante. “Uma alegria muito grande para mim. Poder compartilhar com minha família, meu filho menor, enfim. A logística do Avaí é muito profissional, estão de parabéns os diretores, os atletas, todos muito simpáticos. Gostei de ter comprado esta rifa e ter ajudado o Avaí F-7. Tomara que dê resultado no Mundial”, disse.

O presidente José Francisco Battistotti destacou a importância da presença de Rogério com a delegação. “Nosso apoio a todos os esportes olímpicos e outras modalidades como o F-7, que estamos apoiando sempre. Parabéns ao Rogério, que foi sortudo nessa rifa e esteve conosco”, acrescentou o presidente Battistotti, que desde o início não mediu esforços para ajudar.

Depoimento de Rogério Junkes e sua experiência com a delegação: 

“Vou fazer 68 anos. Sou natural de São Pedro de Alcântara de onde saí com nove anos para estudar em Brusque, num Seminário, até 1968.

Lá, como jogava bola, fui convidado a treinar no juvenil do Carlos Renaux. E foi por pouco tempo, pois em 1966, quando viemos jogar contra o juvenil do Avaí, no Estádio Adolfo Konder, à noite, percebi que tinha problema de miopia e era complicado jogar com aquela iluminação.

As camisas do Avai, listras branca e azul e as do Carlos Renaux com listras do mesmo sentido branca, azul e grená. Na minha visão era tudo igual. Foi então que vi que não tinha futuro como jogador profissional. Nem pensar em cirurgia ou lente de contato naquela época. Parei e fui jogar futebol amador, que era somente de dia.

Bem, em 1968, vim para Florianópolis e comecei a jogar campeonato bancário (fomos campeões bancários em 1969 pelo antigo Bamerindus e vice no ano seguinte. Em 1971 fui para a Agência do Bamerindus em Criciúma e convidado a jogar no Metropolitano, de Nova Veneza, também por pouco tempo, pois regressei a Florianópolis no final daquele ano.

Na verdade, comecei  a torcer pelo Avaí em 1972, quando comecei a trabalhar no Jornal O Estado. O Avaí contratou depois jogadores do Flamengo, como Paulo Henrique, Ademir, Ubirajara e outros. Eu era torcedor do Flamengo desde criança.

Mas minha paixão pelo Avaí começou mesmo quando participei de alguns contatos com a diretoria do Avaí, na década de 1970. Na Toca do Leão, antiga sede da secretaria do Avaí, eu datilografava contratos de jogadores (não me lembro de quem) e vivia sempre que podia no Estádio Adolfo Konder.

Muitas vezes o Avaí não tinha 22 jogadores para treinar e em algumas oportunidades era chamado para colaborar, jogando no time contra os titulares.

Também naquela época, eram realizados torneios (campeonatos mesmo) de futebol de salão entre imprensa e diretorias dos clubes de futebol. Num deles eu joguei pela diretoria do Avaí e fomos vice-campeões, perdemos a final por 1 a 0, num jogo em que não consegui jogar o tempo todo por lesão sofrida na partida anterior. Fui o artilheiro daquele campeonato, que muitas vezes enchia o ginásio Carlos Alberto Campos. A empresa Brasiliam Blend premiava os destaques das rodadas (artilheiro principalmente) e sei que ganhei muitos prêmios e fui um dos destaques, eleito para a seleção do campeonato. Não posso precisar, mas fiz mais de 20 gols naquele campeonato. Nosso time tinha o Áureo Malinverni, o Souza (falecido), Pedro Paulo, etc..

Toda essa convivência me fez ser um apaixonado pelo Avaí, induzindo meus filhos e netos a torcerem também pelo Avaí.

Como sócio, fiquei algumas vezes fora. Mas tivemos camarote na Ressacada por dois anos e fui alguns anos sócio de cadeira. Afastei-me outros anos e agora novamente sócio.

Sempre que posso vou aos jogos do Avaí. Fui inclusive na inauguração da Ressacada no dia 15 de novembro de 1983. Sempre compro camisas, agasalhos, até calção tenho.

E foi num jogo, no mês de outubro deste ano, que comprei uma rifa que tinha por objetivo angariar fundos para o Avaí F-7, que irá disputar o mundial. Para minha felicidades fui o sortudo premiado. Nem me lembrava mais, quando me ligaram do Avaí dando da notícia do sorteio. Fiquei surpreso e feliz. Sortudo, diziam meus amigos.

Quanto à viagem junto com a delegação, só tenho elogios. Logística profissional, muito bem montada e executada com perfeição.

Aproveitei todos os momentos para conhecer a rotina de um time profissional na véspera e dia de jogo. Acompanhei todos os momentos, sempre junto com diretoria e jogadores. Hotel, mesmo andar, refeições, palestra antes do jogo, ida para o estádio, vestiário, campo (tinha credencial). Até entrevista para a CBN Diário eu dei. No estádio encontrei ídolos meus da juventude, como o goleiro Raul e outros. Circulei pelo campo e acomodações. Presenciei as coletivas pós-jogo dos dois técnicos. Até mensagens para meu filho de 5 anos e meio gravei com Marquinhos e Junior Dutra. E ele ficou muito feliz, vibrou e será mais um avaianinho.

Tive todo apoio e conforto dos participantes do comando da delegação. Presidente Batistotti, Joceli dos Santos, Vinicius, Evando, o médico, o treinador de goleiros, etc…Conversei com vários jogadores, todos muito amigáveis.

Acho também que fui pé quente, pois se não fôssemos prejudicados, sairíamos de lá com uma bela vitória.

Foi, sem dúvida, uma experiência sensacional.

Agradeço muito ao Carlos Alberto Ferreira, assessor de imprensa do clube e amigo de longo tempo, que em momento algum me deixou sem apoio.

Obrigado a todos, e VAMO QUE VAMO AVAÍ…”

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