
Todas as quintas-feiras, o Avaí Futebol Clube publica em seu site oficial e nas redes sociais oficiais uma matéria lembrando um ex-atleta ou um fato que marcou a história centenária do clube. Vamos relembrar craques que nos deram muitas alegrias vestindo as cores azul e branco.
Já tratamos aqui da história de Rogério Ávila AQUI, do craque CAVALLAZZI, o Garoto de Ouro AQUI, Flávio Roberto, campeão de 1988, AQUI, JUTI, o artilheiro campeão de 1975, AQUI, TONINHO QUINTINO, Campeão Catarinense de 1973 AQUI, NIZETA, tetra-campeão Catarinense AQUI e ADILSON HELENO, Campeão Catarinense de 1988, AQUI.
Na oitava edição, vamos relembrar com carinho ADOLFINHO, o maior goleiro da história do Avaí.
Adolfo Martins Camilli, ou simplesmente Adolfinho, nasceu em Florianópolis, no dia 28 de maio de 1925 e faleceu às 2h30 do dia 9 de março de 2011.
É, sem dúvida nenhuma, o maior goleiro da história centenária do Avaí e do futebol Catarinense. Vestiu a camisa do Avaí 201 vezes em partidas oficiais. É o 26º atleta que mais jogou pelo Leão, segundo dados publicados no livro AVAÍ F.C. 100 anos de histórias 1923 – 2023, da editora Dois Por Quatro, dos autores Adalberto Jorge Kluser, Felipe Matos e Spyros Apóstolo Diamantaras.

Adolfinho iniciou sua vida esportiva no basquete. Mas foi no Avaí onde fez história a partir de 1941, ainda com 16 anos. Começou e terminou sua carreira futebolística no Clube. Foram 13 anos defendendo as cores azul e branco e conquistando títulos como o tetracampeonato Catarinense (1942, 1943, 1944 e 1945) e o heptacampeonato do Citadino de Florianópolis (1942, 1943, 1944, 1945, 1951, 1952 e 1953).
Tinha um estilo próprio. Dentro ou fora dos gramados, era visto pela crônica esportiva como um atleta que ostentava estilo, classe, segurança e muita simplicidade.
Estreou no gol em 28 de dezembro de 1941. Destacou-se e conquistou sua vaga entre os titulares do Avaí, figurando entre craques consagrados como Procópio, Beck, Braulio, Nizeta, Pinheiro, Diamantino, Felipinho, Loló, entre outros valores daquela época.
Em 1942, Adolfinho tornou-se também titular da Seleção Catarinense, vencendo a Seleção do Panará pelo placar de 4 gols a 3, conquistando desta forma a classificação do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Foto: Reprodução NDMais / Acervo Osny Meira / Adalberto Klüser
Jogou apenas no Avaí e pela Seleção Catarinense, sempre com belas apresentações. Sua aposentadoria aconteceu em 1955, quando deu continuidade à sua vida fora das quatro linhas. Exerceu funções na Companhia Florestal de Santa Catarina e depois na C. Ramos S.A. Em seguida, ingressou no BADESC – Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, onde se aposentou em 1988.
Em 1998, um grupo de torcedores, jornalistas e ex-atletas do Avaí elegeu os melhores jogadores da história do clube até então. Adolfinho foi unanimidade como o principal goleiro dessa Seleção de craques avaianos.
Em setembro de 2007, Adolfinho estava na página 03 do Jornal do Avaí, publicação impressa produzida por Gastão Dubois, então assessor do futebol, e por Alceu Atherino, jornalista do time de comunicação do Avaí.
Na oportunidade, Adolfinho passou aos leitores algumas dicas sobre como se tornar um craque embaixo das traves:
DICAS DA LENDA
1º – Ter noção da responsabilidade que vai assumir, tendo em vista que o goleiro, dependendo das circunstâncias, é sempre o responsável, seja pela vitória ou pela derrota;
2º – Quando jovem, ter praticado pelo menos dois anos de basquete. Este esporte lhe dará facilidade de segurar a bola com toda a segurança. A disputa de bola embaixo da cesta formará uma noção boa para saídas de gol quando começar a atuar no futebol;
3º – Ser responsável quanto à sua forma física. Todo atleta deve saber que a preparação física é um dos pilares de qualquer equipe que pratica esporte;
4º – Para ser um bom guardião de gol, tem que treinar de forma intensiva, sempre com os membros de sua defesa;
5º – Nas cobranças de faltas e escanteios, é atribuição do goleiro orientar o posicionamento de sua equipe;
6º – Nas formações de barreiras, o goleiro deve sempre posicionar a barreira de forma a defender seu gol, mas deixar uma brecha para visualizar a trajetória da bola. Em alguns casos, quando o grau de perigo for pequeno, o goleiro deve dispensar a barreira.
CALÇADA DA FAMA E MEMORIAL DOS ATLETAS

Em 20 de julho de 2009, o Leão eternizou as mãos de Adolfinho, dando início à Calçada da Fama dos atletas do Avaí. Neste mesmo dia, o clube inaugurou o memorial dos atletas, denominado Adolfinho!
Além de suas mãos estarem eternizadas na Calçada da Fama, logo na entrada do Memorial, um painel traz a imagem de Adolfinho.
Na ocasião, emocionou-se com a homenagem e relembrou o passado. “Toda vez que lembro daquele tempo duro, difícil, da bola pesada, é um prazer e a emoção surge a cada lembrança”, disse Adolfinho.



FONTE DE PESQUISA
–– KLÜSER, Adalberto; MATOS, Felipe. e DIAMANTARAS, Spyros. O Time da Raça – Almanaque de 90 anos do Avaí Futebol Clube, 1923-2013.
–– KLÜSER, Adalberto; MATOS, Felipe. e DIAMANTARAS, Spyros. AVAÍ F.C. 100 anos de histórias 1923 – 2023
– Site Memória Avaiana.
– Site oficial do Avaí F.C.
– Site NDMais
– Site Terceiro Tempo